A anatomia do conhecimento indígena na perspectiva da Ciência da Informação: uma percepção epistemológica

Autores
Fonseca, Diego Leonardo de Souza
Año de publicación
2026
Idioma
portugués
Tipo de recurso
artículo
Estado
versión publicada
Descripción
This article presents an analysis of the epistemological structure of Indigenous Knowledge (IK), focusing on its characteristics, typologies, levels, and categories, from a critical perspective grounded in Information Science and decolonial epistemologies. Through a narrative review of literature based on Fonseca's thesis (2025), the study identifies key dimensions such as orality, ancestry, spirituality, and territoriality, and proposes a conceptual typology that includes tacit, sacred, communal, ceremonial, and documented knowledge. The article argues that IK does not fit into modern paradigms of knowledge management, requiring intercultural and epistemically sensitive approaches. Through the notion of an "anatomy" of IK, it proposes the development of knowledge management models based on active listening, respect for ritual secrecy, and community protagonism. It concludes that recognizing and protecting such knowledge is an ethical and political imperative, and that Information Science plays a central role in shaping inclusive policies and systems. The article also outlines paths for future research on Indigenous epistemologies, critical digitization, and community-based information governance.
Este artigo propõe uma análise da estrutura epistemológica do conhecimento indígena, com foco em suas características, tipologias, níveis e categorias, a partir de uma perspectiva crítica ancorada na Ciência da Informação e nas epistemologias decoloniais. Através de revisão bibliográfica qualitativa, fundamentada na tese de Fonseca (2025), o estudo identifica dimensões essenciais como oralidade, ancestralidade, espiritualidade e territorialidade, e propõe uma tipologia conceitual que abrange conhecimentos tácitos, sagrados, comunitários, cerimoniais e documentados. Argumenta-se que tais saberes não se encaixam nos paradigmas modernos de gestão do conhecimento, exigindo metodologias interculturais e sensíveis à diversidade epistêmica. A partir da noção de uma "anatomia" do conhecimento indígena, propõe-se a construção de modelos de gestão informacional baseados na escuta ativa, no respeito ao segredo ritual e na valorização do protagonismo das comunidades. Conclui-se que reconhecer e proteger esses saberes é tarefa ética e política urgente, e que a Ciência da Informação tem papel central na formulação de políticas e sistemas inclusivos. O artigo aponta, ainda, caminhos para futuras pesquisas sobre epistemologias indígenas, digitalização crítica e governança comunitária da informação.
Fil: Fonseca, Diego Leonardo de Souza. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, Brasil.
Fuente
Palabra Clave, 15(2), e284. (2026)
ISSN 1853-9912
Materia
Bibliotecología y ciencia de la información
Indigenous knowledge
Decolonial Epistemology
Knowledge Management
Information Science
Conhecimento indígena
Epistemologia decolonial
Gestão do conhecimento
Ciência da informação
Nivel de accesibilidad
acceso abierto
Condiciones de uso
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/
Repositorio
Memoria Académica (UNLP-FAHCE)
Institución
Universidad Nacional de La Plata. Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación
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Este artigo propõe uma análise da estrutura epistemológica do conhecimento indígena, com foco em suas características, tipologias, níveis e categorias, a partir de uma perspectiva crítica ancorada na Ciência da Informação e nas epistemologias decoloniais. Através de revisão bibliográfica qualitativa, fundamentada na tese de Fonseca (2025), o estudo identifica dimensões essenciais como oralidade, ancestralidade, espiritualidade e territorialidade, e propõe uma tipologia conceitual que abrange conhecimentos tácitos, sagrados, comunitários, cerimoniais e documentados. Argumenta-se que tais saberes não se encaixam nos paradigmas modernos de gestão do conhecimento, exigindo metodologias interculturais e sensíveis à diversidade epistêmica. A partir da noção de uma "anatomia" do conhecimento indígena, propõe-se a construção de modelos de gestão informacional baseados na escuta ativa, no respeito ao segredo ritual e na valorização do protagonismo das comunidades. Conclui-se que reconhecer e proteger esses saberes é tarefa ética e política urgente, e que a Ciência da Informação tem papel central na formulação de políticas e sistemas inclusivos. O artigo aponta, ainda, caminhos para futuras pesquisas sobre epistemologias indígenas, digitalização crítica e governança comunitária da informação.
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